Devolvendo ao Yôga sua dignidade original
O Yôga sempre foi uma disciplina restrita a um seleto grupo de iniciados e isso manteve sua qualidade através dos séculos.
Até nas escrituras da antiguidade havia aconselhamento de que se preservasse essa sua característica, como é o caso do Maitrí Upanishad, ao afirmar: “Esta ciência absolutamente secreta só deve ser ensinada a um filho ou a um discípulo totalmente dedicado ao seu Mestre.” Ou do Hatha Yôga Pradípika que manda praticar Yôga num aposento sem janelas e longe dos olhares curiosos.
Em meados do século vinte, quando o Yôga começou a ser muito bem aceito, procurado por todos e bastante popularizado, os aficionados absorvemos essa tendência com simpatia. Passados cerca de trinta anos, chegamos à conclusão de que a vulgarização contribuiu fortemente para o desvirtuamento e a inversão de valores. Algo que perdurou intacto durante milênios, deteriorou-se em poucas décadas! Alguns dos responsáveis foram o consumismo e o utilitarismo. As pessoas haviam passado a procurar o Yôga, não porque tivessem vocação, nem porque gostassem dele, mas apenas para tirar vantagem dos seus benefícios extraordinários.
Esse sintoma foi descoberto há muito tempo, contudo, nós professores não conseguíamos encontrar uma saída, já que vivemos numa sociedade altamente competitiva. Queríamos poder só aceitar como alunos aqueles que estivessem bem conscientes das verdadeiras propostas do Yôga. Mas, quem o está?
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in Yôga, Mitos e Verdades, de DeRose
